Ao soar a sirene do final da prova, fui para a parte de traz do
palanque principal, onde entregariam os troféis. Em poucos
minutos a mídia e o publico tomaram o local, os
organizadores retiraram a bandeira peruana de cima do
palanque e entregaram para Sofia, também entregaram uma
premiação para uma menina havaiana de onze anos que
chegou a
quarta de final. Feliz da vida Tita recebeu os leis (colares de
flores) o troféu, um abajur com uma havaianinha dançando
hula. Assim que terminaram as poses e os flashies, perguntei
para Tita se poderia tirar uma foto perto da bandeira do Brasil,
sorrindo me disse: vamos, parou mais uma vez para
entrevista (em inglês) e veio. Eu querendo provocar um
desabafo, estilo zagallo, ' vocêis vão ter que me engolir'.
Perguntei para Tita: O que gostaria de dizer para o Brasil
agora? Serena mente Tita responde: 'Gostaria de oferecer
esta vitória para o povo brasileiro'. Dei uma pausa para
pensar o por que ela não estava reclamando da falta de um
patrocínio. Tão importante para a vida de um atleta, que até
mesmo a garota de treze anos, que recentemente perdeu o
braço ao ser atacada por um tubarão em kauai. Em uma
entrevista ao perguntarem: Qual foi a coisa que passou na
sua cabeça quando o tubarão te arrancou o braço? Ela
respondeu: Será que vou conseguir patrocinador agora, que
perdi o braço? Rapidamente,
Tita Tavares me perguntou se eu tinha carro e se poderia da
uma carona, pois teria que sacar o cheque e ir para casa de
um amigo em Shark Cove. No caminho a minha admiração
por Tita aumentou, por saber um pouco do que ela passou
em sua vida e ainda tem forças para seguir seus sonhos. Por
isso depois do proximo torneio em Tutle Bay. Tita será
qualificada para o wct.
Haleiwa, 2003